Arquivo de April, 2008

Uma questão de método…

Wednesday, 23 de April de 2008 | Xana

No Sábado assumi oficialmente as funções de administradora do condomínio da prédio onde moro. Neste momento está alguém a pensar “esta gaja não bate bem!”. Pois… isso não é mentira… mas na realidade é coisa que não me assusta…
O que assusta mesmo, é ver empresas que supostamente fazem da gestão de condomínios o seu core business e não o sabem fazer!
Ora bem, gerir um prédio pequeno não é assim tão difícil: contratar uma empregada de limpeza e um jardineiro, pagar as contas, receber as contribuições dos moradores, organizar uma reunião por ano e fazer uma acta! Era mesmo só isto que se pedia!
Pois… parece que afinal isto é muito complicado (deve ser preciso um curso superior!)
Deparo-me com o seguinte panorama: Todas as facturas de água pagaram multa por atraso no pagamento, além disso o nosso prédio pagou a água de mais dois prédios que nos são totalmente alheios; faltam documentos na contabilidade; a própria empresa gestora não passou uma única factura; há duas actas com o mesmo número e faltam outras duas…
Escapa-me qualquer coisa… que parte das palavras “Gestão de Condomínio” é que eles não perceberam? A noção de trabalhar com método deve ser mesmo totalmente alheia a esta gente…
Pior, pior, é que isto é apenas um exemplo ridículo da nossa realidade. Em todo o lado se encontram chicos espertos que resolvem fazer o que não sabem às custas de quem não reclama…
E o Zé Povinho? Como diz “O Outro”: “Cá anda, cantando e rindo”…

Só uma reflexão

Friday, 18 de April de 2008 | Xana

A Maria é uma beleza de 7 mesinhos! Uma doçura! Um bebe com quem dá prazer conviver! Mas mais interessante ainda é perceber a genuinidade de uma criança tão pequena. Se dói grita de dor, se está chateada refila, se está feliz ri, se está entusiasmada fala…

Quando será que aprendi a calar o que sentia? Qual terá sido o momento em que brincar passou a ser ridículo; em que queixar-me de dor passou a ser piegas; em que rir à gargalhada se tornou numa vergonha; em que aprendi a hipocrisia de esconder a minha insatisfação?

Agora, já na 3ª idade (de acordo com a OMS), tenho que reaprender a ser eu… A sentir em vez de pensar…
O ZP está feito! :)

Ir às compras

Thursday, 17 de April de 2008 | Xana

Ir às compras é mesmo uma coisa horrível…
Além de me sentir como ovelha num rebanho, os estupores dos pastores passam a vida a trocar o pasto de sítio! Tive que dar 3 voltas à loja para encontrar o óleo de palma!
Eu percebo a técnica… a gente tantas voltas dá que acaba por comprar outras coisas que não precisa…
Mas desta vez portei-me bem! Desta vez consegui resistir e passar a barreira das caixa com nada mais do que uma lata de óleo de palma!
Claro que quando cheguei a casa, passada a alegria do meu grande feito, lembrei-me do resto das coisas da lista que ficaram por comprar…
E lá volto eu para a pastagem… mééééééé….

Visita ao Hiper

Wednesday, 16 de April de 2008 | Xana

Fui ao hipermercado e como sempre, chego à caixa e sou recebida por uma cara que parece dizer “Sim, ok, despacha lá essa m%#$ e não faças muitas ondas senão…”. E como sempre também, fiz o meu sorriso nº 28 (leia-se sorriso amarelo mas que parece mesmo genuíno, especialmente concebido para qualquer situação em que não me atendem com boa disposição) et le voi lá! O senhor descarregou o sobrolho, fez um sorrisinho (muito ténue, mas é melhor que nada!) e até me desejou um bom dia!
Como já dizia “O Outro”: Rir é o melhor remédio!

Teste de (des)Inteligência Emocional… Pergunta nº2

Wednesday, 16 de April de 2008 | Zé Pedro

Pergunta: Foi a um parque com a sua filha e com outras crianças da pré-primária. Logo de seguida, uma das crianças começa a chorar porque os outros não querem brincar com ela. Como reage a esta situação?
a) Mantem-se à margem deste problema. As crianças que resolvam os seus conflitos.
b) Procura-se uma maneira de convencer as outras crianças para que brinquem com a que está a chorar.
c) Diz à criança, com amabilidade, para não chorar.
d) Procura distrair com um brinquedo a criança que não chora.

Ora bem… Resposta…

Em primeiro lugar o que me salta à vista é a enorme quantidade de barulho que, neste momento, estou a suportar graciosamente enquanto finjo que gosto muito das brincadeiras das crianças. Portanto, menos paciência logo ao inicio. De repente, do nada… Um choro, que (como sabemos) começa baixinho e atinge niveis épicos, como se se tratasse de uma broca de dentista a tentar repetidamente furar os nossos timpanos. O que fazer nesta aflição? Espetar-lhe logo com algo doce na boca (um estalo nos dentes é old school). Quando a criança sente o petit sabor doce do caramelito nos dentitos, esquece-se logo que está sozinha e vai para um mundo belo, de bolacha, chocolate e caramelo. O que nos interessa é que nesses segundos precisos parte da nossa sanidade mental que reaparece afasta qualquer instinto homicida que possamos ter. Ah! Alivio… Pelo menos até começar o berreiro outra vez. Aí agarramos em qualquer treta e começamos a fazer palhaçadas para conseguir convencer a criança a parar. As outras crianças vêm-nos a fazer palhaçadas e vêm logo a correr para também poder ver. De repente, oh! Todos riem juntos! Bem, pode ser que a partir de agora também brinquem juntos. Senão… Volta tudo ao inicio. Ffs…

O que quero eu dizer com isto?

Resposta a) Manter-me à margem? Como? Só se levar aquelas tretas de cera que se poem no ouvido e mesmo assim não sei se são imunes a criancite-berreirus…
Resposta b) Convencer? Quem é a alminha (obrigado bruno) que consegue convencer crianças da pré-primária a fazer qualquer coisa? Ah, pois… Psicólogos.
Resposta c) Sim… Não a consigo convencer e ainda tento um tom mais subserviente para que pare de chorar. Não sei, se calhar sou eu… Mas não é provavel que a resposta do diabinho seja, no minimo, uma lingua de fora? Hmm…
Resposta d) Aí está a minha resposta cheiinha de bom senso e com uma pitada de realidade…

Resultado: ERRADO! Os senhores psicologos dizem que temos de tentar convencer as crianças e não ludibriá-las…
Isto só me leva a pensar numa coisa… Eles têm filhos? E… Como serão?