A Liberdade não está no despedaçar dos entraves que nos prendem, mas numa harmonia perfeita de todas as relações. Quando não possui mais nada, a liberdade não tem conteúdo, e, por conseguinte, não tem sentido.
Rabindranath Tagore
Se o Mundo é das pessoas, e as pessoas levam uma vida de cão… então o Mundo é dos cães… como nós (já dizia “O Outro”)…
Thursday, 27 de November de 2008 | Xana
A Liberdade não está no despedaçar dos entraves que nos prendem, mas numa harmonia perfeita de todas as relações. Quando não possui mais nada, a liberdade não tem conteúdo, e, por conseguinte, não tem sentido.
Rabindranath Tagore
Tuesday, 11 de November de 2008 | Xana
Sim, de facto andar de carro ao contrário foi uma aventura! Especialmente os cruzamentos e as rotundas são um verdadeira desafio. Mas ao final de 2 dias já dizíamos:” Ah e tal! Afinal não é assim tão difícil!”
Realmente não há nada a que a gente não se habitue!
Ter um carro na Irlanda é quase tão importante como ter ar para respirar! Dentro da cidade há transportes, mas para fora… nem por isso… comboios… poucos… Para passear: a pé ou de bicicleta!
Mas bem, lá fomos conhecer 3 mini cidades costeiras das redondezas.
UAU! Pricipalmente Cobh e Kinsale são terras muito lindas. Casinhas coloridas, tudo bem arranjadinho. Só faltou o cheiro a mar! (O mar lá não cheira…)
Mas os meus sítios favoritos foram o parque de Blarney e Old End Kinsale.
O parque de Blarney fica nas redondezas do castelo. É enorme e um misto de bem tratadinho com selvagem. É um daqueles cenários onde não nos assustaríamos de saltasse um gnomo de dento de uma daquelas árvores antiquíssimas ou não estranharíamos se umas fadas marotas nos viessem cumprimentar. É sem dúvida um sítio mágico…
Old End Kinsale, pelo seu lado, é o sítio onde acaba a terra e começa toda aquela vastidão de mar.
Um mar estranho, sem ondas, que parece que está a preparar alguma!
É um cenário magnífico e emocionante. Altas escarpas de rochas negras. Um braço de terra super verde e um mar cinzento com um tímido reflexo de Sol.
Infelizmente (ou não) não há foto que consiga captar a verdadeira essência da coisa. Têm mesmo que vir cá!
Mas bem, fora as paisagens magníficas e andarmos às turras com o GPS, o momento alto do fim-de-semana foi ter conhecido a família Ferreira!
Fomos comer uma arrozada de marisco a casa deles e ficamos no paleio até às quinhentas!
Foi super engraçado conhecer ao vivo e a cores alguém com quem nos comunicavamos apenas pela net. Foi delicioso saborear um arroz de receita especial, mas essencialmente foi muito especial perceber que a idade não estraga a nossa capacidade de amar à primeira vista!
Pessoas espectaculares! E não é por serem prtugueses! É mesmo aqulela sensação que já fomos amigos noutras vidas. Um reconhecimento! Muito bom!
E bem, agora estou mortinha para conhecer o resto da Irlanda. Dizem as más línguas que o melhor ainda está para vir!
Thursday, 6 de November de 2008 | Zé Pedro
Pois é, meus senhores… Resolvi alugar um carrito para calcorrear algumas ruazitas deste país à beira mar alagado. Uiiii!
Quando o fui levantar o senhor vira-se para mim e diz-me que escolhi um carro pequeno e que por 3 euros a mais eu poderia levar o Ford Focus. Como o carro pequeno era suficiente eu recusei. O homem no entanto insistiu e eu voltei a recusar. Resignado, deu-me as chaves e disse onde estava o carro. Pimpão la fui eu, cheguei ao carro e… O meu carro era um Micra, o carro mais gay da história. E era meu pelo fim de semana.
A experiência começou por um desconforto ao entrar no carro. “Temos de entrar ao contrário” pensei eu enquanto batia repetidamente com joelho e cabeça em qualquer perturberância do veículo. Após um esforço considerável lá estava eu sentado no lugar do condutor à procura do cinto de segurança. “É do outro lado, parvo” pensei quando me apercebi que estava a tentar apanhar um cinto no tecto da parte central do carro. Coloquei o cinto cada vez mais confiante, liguei o carro e bati três vezes com o colovelo direito na porta enquanto procurava o travão de mão. “É do outro lado”, gritei comigo furioso.
Verifiquei espelhos, rezei e finalmente arranquei.
Dois minutos depois percebi que estava a atravessar o estacionamento de um supermercado em contramão…
“Vai ser lindo vai”, pensei.