Pois é, meus senhores… Resolvi alugar um carrito para calcorrear algumas ruazitas deste país à beira mar alagado. Uiiii!
Quando o fui levantar o senhor vira-se para mim e diz-me que escolhi um carro pequeno e que por 3 euros a mais eu poderia levar o Ford Focus. Como o carro pequeno era suficiente eu recusei. O homem no entanto insistiu e eu voltei a recusar. Resignado, deu-me as chaves e disse onde estava o carro. Pimpão la fui eu, cheguei ao carro e… O meu carro era um Micra, o carro mais gay da história. E era meu pelo fim de semana.
A experiência começou por um desconforto ao entrar no carro. “Temos de entrar ao contrário” pensei eu enquanto batia repetidamente com joelho e cabeça em qualquer perturberância do veículo. Após um esforço considerável lá estava eu sentado no lugar do condutor à procura do cinto de segurança. “É do outro lado, parvo” pensei quando me apercebi que estava a tentar apanhar um cinto no tecto da parte central do carro. Coloquei o cinto cada vez mais confiante, liguei o carro e bati três vezes com o colovelo direito na porta enquanto procurava o travão de mão. “É do outro lado”, gritei comigo furioso.
Verifiquei espelhos, rezei e finalmente arranquei.
Dois minutos depois percebi que estava a atravessar o estacionamento de um supermercado em contramão…
“Vai ser lindo vai”, pensei.
Imagino que o senhor que sugeriu o Focus, estaria escondido a apreciar a manobra e que se deve ter rido até mais não… ganhou o dia. Enfrentar o trânsito à esquerda numa caixa de fósforos foi obra, mas graças a Deus sobreviveram
Mas não morreste, pois não? Já não foi mau. Imagino que teria contado exactamente a mesma história se tivesse sido comigo. Conduzir pela esquerda… Esses gajos dessas ilhas não podem bater bem da bola!