Wednesday, 28 de January de 2009 | Xana
A pedido de várias famílias tenho mesmo que escrever qualquer coisa no blog.
Confesso que não me apetece… ando numa de curtir a rua e a natureza e não estou com alma para fazer análises retrospectivas ou textos de boas vindas…
Tenho saudades de Portugal, da família e dos amigos… e da comida, pronto, já disse… Se me apanho com um rancho da avó à frente chamo-lhe um figo! E figos… ai… tenho que parar que já estou a salivar…
O ZP está para fazer anos e vamos cozinhar um arroz de marisco, dentro das possibilidades limitadas de ingredientes que se arranjam por cá. E vou fazer bolo de maçã! Vamos lá ver se as maçãs de cá sabem ao mesmo! Ihih!
Hoje será a última etapa das mudanças de casa. Fica para o fim o mais agradável… a limpeza da casa que ele deixou… olhem só para o meu ar de felicidade e excitação!
Acho que deixei toda a mania das limpezas em Portugal… aquela obcessão de ter tudo arrumado também…
Estou uma baldas! Mas com tempo para ler, ouvir música, falar com o pessoal nos diversos tipos de comunicadores online e cheirar a natureza e observar as gentes… Qualquer dia dou em poeta…
Agora vou aproveitar enquanto tenho tempo para estudar um pouco da história deste país e principalmente da parte mitológica que é a que me interessa mais. Quero conhecer as tradições cristãs e pagãs.
E pronto, já escrevi… não há nada de hilariante para contar, nem dramas nem grandes novidades.
Apenas uma vida plena, cheia de amor e muitas saudades.
Já estou quase a chegar!!!!
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Tuesday, 6 de January de 2009 | Xana
Pois é, fui ver o meu primeiro concerto em Londres. Tinha que ser…
A Vanessa tinha um bilhete extra para os James e convidou-me. E nunca se diz que não a uma oferta dessas porque para arranjar bilhetes nesta cidade tem que ser com 7 ou 8 meses de antecedência!
James não é defenitivamente a minha banda favorita, mas lá fui à aventura.
Brixton Academy here we go!
A sala é pequena e acolhedora. Bem desenhada e com uma acústica absolutamente espectacular.
lá se foi a ideia de que grandes bandas tinham que tocar em estádios para 50 mil pessoas… Aqui eramos só 3000 e chega!
Um ambiente sereno e saudável. As pessoas estavam lá pela música, pela envolvência de sentir os baixos no interior da barriga.
Ninguém com os copos, nada de espalhafatos e histerias…
E também uma sensação interessante de ouvir a música dentro do corpo mas sem aquele incomodo da vibração nos ouvidos e de som alto demais.
Simplesmente ideal!
Pronto, o concerto foi espectacular! Um reviver de velhas canções e conhecer também algumas novas. Uma energia contagiante em palco. Uma comunicação perfeita entre todos os membros da banda e um ausência de favoritismo pelo vocalista que tornou tudo mais divertido.
Aqui ficam os links do concerto. Eu estive lá!!!!!
Part 1/5 -http://uk.youtube.com/watch?v=nQUNOypi6cY&feature=related
Part 2/5 -http://uk.youtube.com/watch?v=fAxbz7-G9DY&feature=related
Part 3/5 -http://uk.youtube.com/watch?v=CvbSYVwhqa4&feature=related
Part 4/5 -http://uk.youtube.com/watch?v=qoTbXC8q9e8&feature=related
Part 5/5 -http://uk.youtube.com/watch?v=RmF8JG6K-iM
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Sunday, 4 de January de 2009 | Xana
“Já em pequeno sentira, uma vez por outra, propensão para olhar as formas bizarras da natureza, não as analisando, mas entregando-me ao seu encanto próprio, às suas involuções, à sua linguagem profunda.
Longas raízes lenhosas, veios coloridos nas rochas, manchas de oleo à superfície das águas, as fendas dos cristais… Todas as coisas semelhantes a estas exerceram, sobre mim, em diversas épocas, grande poder; especialmente a água e o fogo, o fumo, as nuvens, o pó e, muito particularmente, as manchas coloridas que via a girar ao fechar os olhos.
Ao número de experiências que fizera até então, no caminho para encontrar o meu próprio desígnio, veio juntar-se mais esta: a contemplação de tais formações, a entrega a tais configuração da natureza, irracionais, contorcidas e estranhas, liberta um sentimento de consonância do nosso íntimo com a vontade cujo poder deu origem àqueles efeitos.
Sentimos, em breve, tendência para considerá-los disposições do nosso humor e supô-los criações nossas. Vemos abalar-se e desvanecer-se a demarcação existente entre nós e a natureza, e aprendemos a conhecer o estado de espírito pelo qual não sabemos já se as imagens, na nossa retina, são originadas por impressões oriundas de exterior, se do interior.
Não há lugar algum onde, tão fácil e simplesmente, possamos fazer a descoberta do quão somos criadores, de quanto a nossa alma toma parte na perene criação do mundo, como através deste exercício.”
Herman Hess em Demian
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