Arquivo de March, 2009

Que sina a minha…

Friday, 27 de March de 2009 | Zé Pedro

É oficial. O meu gentil aparelho de dourar finas mas soculentas fatias de pão pirou. Tem de ser, não há outra explicação. Está com uma birra desmesurada só comparável às de um puto mimado e desdentado com uma obsessão por pirolitos. Sempre que tento criar aquela torradita digna do museu do louvre ele faz tudo para que se assemelhe mais a uma exposição de duvidoso gabarito exposta na casa de serralves.

E porquê? – pergunto eu. Será ciumeira porque ultimamente tenho dado mais atenção ao micro-ondas ou porque o afastei da chaleira?

Irra…

A miúda está na net…

Thursday, 5 de March de 2009 | Zé Pedro

A miúda pediu-me para dizer que se converteu as novas tecnologias e às novas tendências sociais. Imaginem vocês que ela ja tem uma conta no facebook e um email!!!!! É incrivel, mas verdade…

Se não acreditarem, enviem um email para miuda.rauf (arroba) gmail.com.

639 Birras

Thursday, 5 de March de 2009 | Zé Pedro

Um dia destes ao olhar-me ao espelho, um sujeito bem parecido que estava do outro lado do vidro dizia-me que eu era um autêntico galã, que se fosse mulher ficava irremediavelmente arrebatado com os meus encantos e que me arrancaria todo e qualquer pedaço de pele à dentada cheio de uma paixão animalesca. Como eu achei aquilo um pouco estranho e, quiça, assustador decidi que tinha de arranjar uma forma de eliminar algumas formas generosas que insistiam em permanecer no meu corpo. Em suma, decidi fazer exercício.

Fiz tudo como devia de ser. Pesquisei na net esquemas de exercício e escolhi um ou dois que achei apropriados para o meu corpo de atleta olímpico. Nesse mesmo dia, coloquei tudo em prática e senti-me em harmonia com cada músculo no meu corpo. O problema, foi que o corpo mudou de ideias…

A verdade é que o corpo mudou de ideias de tal maneira que acho que baralhou algumas das suas milhares de ligações nervosas. A mudança foi tal que se levantar o braço esquerdo a perna direita comeca a espernear como se estivesse a apanhar choques. Se pisco o olho, o mindinho estica-se e se espirro a coluna da um estalo e toma de imediato a forma de um ângulo de noventa graus. O som da natureza deixou de ser dominado por sons de pássaros para se ouvir um constante lamentar enquanto 639 (sim, eu fui ver) músculos do meu corpo reclamavam em unissono.

Agora é esperar que a birra acabe e tentar convence-los que isto é bom para eles.

Ps. Demorei meia hora a escrever este texto porque se tentasse mexer o polegar com o médio de cada mao, todos os dedos comecavam com convulsões e estragavam-me o texto. O que me salvou foi o indicador que não quis fazer parte desse coro de palermas.

Os animais é que nos escolhem

Wednesday, 4 de March de 2009 | Zé Pedro

No meu caminho habitual para o trabalho senti que um cão me seguia. Nada de estranho, mas ele olhava cabisbaixo para mim como se estivesse triste e a pedir qualquer coisa. Senti que ele queria algo. Parei e encostei-me a um muro e observei-o de soslaio. Cheirou aqui e ali a fazer de conta que estava distraido e veio-se aproximando. Quando ja estava perto de mim cheirou-me pausadamente e sentou-se a olhar na direcção para onde eu estava virado. Alguns minutos de um silêncio desconfortavel depois, abaixei-me bem devagar e perguntei-lhe o que queria. Nesse momento estendeu a cabeca para perto da minha mão. Percebi o que queria e imediatamente lhe dei um afago pelas costas abaixo ate ao pescoco enquanto me fitava com aqueles olhos de carneiro mal morto. Quando tirei a mão e me levantei, latiu como se se estivesse a despedir e foi à sua vida.

Fiquei sozinho a sorrir e a pensar que, fundo no fundo, eles são como nós. Querem um mimo, de alguém, de seja quem for. E hoje fui eu o sortudo.

Criatividade

Tuesday, 3 de March de 2009 | Zé Pedro

Um agricultor resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras. Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam:

- Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.

O fazendeiro responde:

- Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!

Moral da História:

É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos.