Arquivo de December, 2009

Não resisto… Mesmo…

Monday, 7 de December de 2009 | Zé Pedro

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Para reflectir…

Friday, 4 de December de 2009 | Xana

“Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.

Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida – mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!”

João Pereira Coutinho

Obras na Irlanda

Tuesday, 1 de December de 2009 | Xana

Dizem as más línguas que qualquer obra em Portugal acaba por ser um trabalho para Santa Ingrácia.
Não posso deixar de concordar com o que está a vista…

Um alargamento de auto-estrada demora anos…

Normalmente encontramos 1 funcionário a trabalhar e 3 a olhar…

As coisas são tão bem planeadas que esburacam para instalar o gás, tapam os buracos e 1 semana depois estão a esburacar outra vez no mesmo sítio para instalar outros cabos…
O que costumamos chamar obras à portuguesa…

Mas não se iludam… apesar de já desconfiarmos que aqui na Irlanda os trabalhos públicos eram uma desgraça, agora tivemos a confirmação absoluta!

Resolveram colocar postes de electricidade num caminho que ladeia o jardim aqui ao pé de casa.

De notar que não é um jardinzito, mas uma área de 5 campos de futebol com mais uns prolongamentos e que segue o trajecto de um rio.

Até aqui tudo bem! Uma idea notável e aplaudida!

Até ao momento em que eles decidem destruir toda a extensão de caminho (literalmente esburacar até ficar intransitável) de uma só vez…

Perante isto nós pensamos: “Bem… as obras vão ser rápidas, senão eles faziam a coisa faseada…”

Errado! Depois de esburacar o caminho todo, resolveram dedicar-se única e exclusivamente a uma extensão que não tem mais de 100m, um becozito atrás de umas casas, onde ninguém passa… E lá andam já há 1 mês…

Escusado será dizer que o resto do parque esta intransitável sem umas fortes galochas. O rio transbordou e encheu de água os belos buracos que eles fizeram com tanto carinho…

Os senhores das obras continuam alegremente a trabalhar no beco… a fazer o quê não se sabe bem, dado que está tudo exactamente na mesma, e vão passeando aos pares aqui pelo bairro a ver a banda passar…

Isto para não falar do timing perfeito escolhido para começar as obras…

Num país onde não chove nada e onde não há historial de inundações… resolveram deitar mãos ao trabalho a meio do Outono…

Por acaso coincidiu com as vésperas das eleições… mas foi coincidência, com certeza…