A cidade recebeu-nos com uma Sol radiante, uma excelente luz para fotografias e gente bem disposta e aterefada por todo o lado.
Viaja-se bem para todo o lado, ora de metro de superficie, ora de comboio que faz a linha da costa e tem uma vista espectacular! Autocarros há muitos, mas se tiverem que passar no centro é melhor evitar… trânsito caótico! Fim do Mundo em cuecas! E gente louca a conduzir como numa boa capital que se preze!
É uma cidade com muitos contrates, principalmente arquitectónicos e principalmente no centro. Todos eles nos chocam, mas não só pela negativa (apesar de que a transformação de um castelo antigo numa massa de cimento pintada de amarelo, laranja e azul bébé ainda me está no goto…)
Arejada, com muitos jardins e parques e esculturas por todo o lado (eles gostam das suas estátuas, principalmente de escritores ilustres desconhecidos…)
Foi divertido descobrir a zona de Temple Bar, onde se concentram os restaurantes, cafés e bares pequenos e pitorescos com música ao vivo o tempo todo. Provavelmente coisa para turista ver… mas não deixa de ser bem giro!
Não houve tempo, mas descobrimos imensos passeios que se podem fazer nas redondezas, tanto a património natural como histórico. Coisas de deixar mesmo água na boca!
Uma biografia em forma de cartas escritas a amigos e familiares.
A Dawn French é uma comediante inglesa muito conhecida. Uma senhora algo avantajada que fez uma séria cómica da BBC onde ela era uma padre numa paróquia refundida em nenhures e onde todos os paroquianos eram completamente loucos! Alguém se lembra?
Bem, isto para dizer que o livro segue o estilo inconfundível de humor britânico, espirituoso, mais ou menos subtil e extremamente inteligente.
Ao imprescindível ingrediente do humor, juntam-se pedaços de uma vida real, com os seus altos e baixos.
Um conjunto de histórias curtas e desalinhadas do que ela considera os momentos que de alguma forma a fizeram crescer e formar-se como pessoa.
Um livro que nos faz pensar mas sempre com um sorriso ou mesmo uma gargalhada…
Deixo aqui um apelo à minha mãe para começar a escrever a biografia dela!
Neve e gelo. Foi tudo o que vi (ou sofri, depende do ponto de vista) durante uma semana e picos neste pais.
O frio transformava qualquer homem macho num gatinho recém-nascido que não sabe onde por as patas, o gelo fazia com que qualquer transeunte num semi-atleta olímpico de patinagem artística e a chuva que se conseguia meter por quaisquer frestas mal tapadas e que davam origem a um contorcer corporal digno de qualquer ataque epiléptico.
E como corolário e apesar de tanta água em diferentes estados sólidos ou líquidos o impensável aconteceu. Fiquei sem um pingo de água durante três dias… Tanta neve e tempestade lá fora e… Nada dentro de casa…
Em suma, que África, que safari… Venham para a Irlanda no pico do inverno e percebam a escala da aleatoriedade do tempo que estes gajos têm de aturar…
Vento. Não. Chuva. Não. Gelo. Não. Frio. Não. Chuva. Não. Sol. Raios, chuva de novo… (voltar ao inicio do parágrafo, por favor)
Não admira que, num tempo de crise e onde todos os impostos sobem, o governo tenha decidido baixar o preço da bebida.
Ha filmes que nos surpreendem e nos marcam para sempre. Hoje, na fase do zapping-vou-mas-é-dormir, deparei-me com um filme argentino chamado “BonBon (O cão)”. Acho que foi o olhar do homem que me fez dar uma chance ao enredo. Dei a chance e… Adorei.
A historia gira à volta do Juan “CoCo” Villegas, um homem que trabalhou durante 20 anos como mecânico de uma estação de serviço na Patagónia e que, de repente, se vê no desemprego. Sem perspectivas de futuro, tenta primeiro fazer e vender facas artesanais com pouco ou nenhum sucesso. Após arranjar a correia da ventoinha do carro de uma desconhecida, ele recebe um estranho pagamento, um belo cão de elevado pedigree chamado “BonBon”. Ao princípio ele não sabe bem o que fazer com o seu novo amigo canino, mas quando os dois vão para estrada juntos a vida de “CoCo” Villegas sofre uma surpreendente reviravolta.
Mas o que mais me tocou foi o olhar do homem. Nunca vi um olhar tão bondoso, tão genuino, tão simples…
Entretanto descobri que este senhor foi prémio Nobel da literatura já há uns anitos. Estranhei nunca ter ouvido falar dele… e estranhei ainda mais depois de ler o livro…
É uma beleza só!
Incrível ver como o senhor conseguiu escrever um livro inteiro, onde o enredo em si é quase banal, mas que a riqueza das personagens é tanta que é tudo!
É daqueles livros que só nos prende verdadeiramente lá pró 2º ou 3º capítulo, mas que a partir daí só queremos continuar a ler e mantemos a esperança que simplesmente nunca acabe…
Porque a riqueza não está no final das aventuras, mas em cada pequena criatura que vai aparecendo e vai ficando ou vai indo à sua vida… tal qual na vida real… que só tem um fim possível…
Este livro oferece um pouco de tudo. Reflexões profundas, risos, nostalgias, alegrias, Primavera, Verão, Outono e Inverno…