Arquivo da categoria 'Delírios'

As iludências aparudem…

Thursday, 10 de December de 2009 | Zé Pedro

PLS-BLK_1.pngEu sou um mestre do disfarce, eu sei. Em Newark fui parado na alfândega porque parecia muçulmano. Na Roménia não me queriam servir uma pizza bolognese porque parecia árabe. Já me disseram que tinha cara de judeu…

Em suma, sou um Simão Templário, digno do simbolozinho do etíope com um hula hoop na cabeça.

Mas há uns dias atrás enfrentei o mais bizarro comentário.

Como sabem, eu trabalho num país que para além de estar rodeado de água, tb mete água dia-sim, dia-sim. Entre os meus colegas esta uma americana já com uns anitos de avanço em relação a mim. Um dia destes estava eu a apanhar ar e ela chegou ao pé de mim e com uma cara séria perguntou-me: “isso é para apoiares a luta palestiniana ou é uma moda?”. Ela referia-se ao cachecol com um padrão palestiniano que eu estava a usar e, sem nunca antes ter falado comigo, decidiu que este era o tema ideal para começar uma conversa.

Parei, olhei para ela e e disse-lhe que não tomava partidos porque ambos os lados têm razões válidas. Ela ouviu, virou as costas e foi-se embora.

Mas que raio? A sério… Ando a pensar nisto há 5 dias e tinha que desabafar, tinha mesmo partilhar esta bomba com voçês…

PS: Repararam na referência terrorista!? :)

Socorro…

Thursday, 10 de December de 2009 | Xana

Estou preocupada…
Acho que estou viciada… Não é uma droga dura, mas bem… a cola…
Começou como uma brincadeira inocente, numa loginha da esquina.
Gradualmente penetra no nosso ser…
Agora penso nisso todos os dias e ando a contar os tostões para poder comprar.
Estou a fazer colecção de cromos do Harry potter!

Não sei se hei-de amaldiçoar os gajos da Panini ou dizer que quem inventou as colecções de cromos devia receber um prémio Nobel.
Mas é tao fixe! Mas os cromos repetidos mexem-me com os nervos!

Heeeellllllp!!! :)

Não resisto… Mesmo…

Monday, 7 de December de 2009 | Zé Pedro

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Para reflectir…

Friday, 4 de December de 2009 | Xana

“Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.

Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida – mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!”

João Pereira Coutinho

Obras na Irlanda

Tuesday, 1 de December de 2009 | Xana

Dizem as más línguas que qualquer obra em Portugal acaba por ser um trabalho para Santa Ingrácia.
Não posso deixar de concordar com o que está a vista…

Um alargamento de auto-estrada demora anos…

Normalmente encontramos 1 funcionário a trabalhar e 3 a olhar…

As coisas são tão bem planeadas que esburacam para instalar o gás, tapam os buracos e 1 semana depois estão a esburacar outra vez no mesmo sítio para instalar outros cabos…
O que costumamos chamar obras à portuguesa…

Mas não se iludam… apesar de já desconfiarmos que aqui na Irlanda os trabalhos públicos eram uma desgraça, agora tivemos a confirmação absoluta!

Resolveram colocar postes de electricidade num caminho que ladeia o jardim aqui ao pé de casa.

De notar que não é um jardinzito, mas uma área de 5 campos de futebol com mais uns prolongamentos e que segue o trajecto de um rio.

Até aqui tudo bem! Uma idea notável e aplaudida!

Até ao momento em que eles decidem destruir toda a extensão de caminho (literalmente esburacar até ficar intransitável) de uma só vez…

Perante isto nós pensamos: “Bem… as obras vão ser rápidas, senão eles faziam a coisa faseada…”

Errado! Depois de esburacar o caminho todo, resolveram dedicar-se única e exclusivamente a uma extensão que não tem mais de 100m, um becozito atrás de umas casas, onde ninguém passa… E lá andam já há 1 mês…

Escusado será dizer que o resto do parque esta intransitável sem umas fortes galochas. O rio transbordou e encheu de água os belos buracos que eles fizeram com tanto carinho…

Os senhores das obras continuam alegremente a trabalhar no beco… a fazer o quê não se sabe bem, dado que está tudo exactamente na mesma, e vão passeando aos pares aqui pelo bairro a ver a banda passar…

Isto para não falar do timing perfeito escolhido para começar as obras…

Num país onde não chove nada e onde não há historial de inundações… resolveram deitar mãos ao trabalho a meio do Outono…

Por acaso coincidiu com as vésperas das eleições… mas foi coincidência, com certeza…