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Um saltinho a Istambul

Wednesday, 11 de February de 2009 | Xana

Pois é, tive o privilégio divino que ir lá passar uns dias e vim rendida!

Acho que a recordação mais forte são os sons. Os cânticos que flutuam dos minaretes das mesquitas para chamar para as orações é hipnotizante e encantador. Acorda algo de místico e misterioso em nós. Entra no corpo e envolve-nos como um mantra.

Os gritos das gaivotas, as buzinas dos cargueiros, o trabalhar dos barquitos que são tão pequenos mas fazem mais barulho que um helicóptero.

Os cheiros também… o pão, a carne em rolos dos kebabs, as castanhas assadas, as espigas de milho, as laranjas e as romãs. As especiarias e os frutos secos, o peixe fresco e cozinhado.

O cheiro do couro e dos tecidos usados. E o cheiro da côr…

Tudo é colorido e brilhante, desde a comida aos trapos, as panelas, os narguilés, as bandeiras, as jóias…

Uma verdadeira invasão aos nossos sentidos acostumados ao cinzento, ao cheiro do frio e aos sons dos aviões.

Mais uma vez a sorte do nosso lado e fomos presenteados por um Sol divino que nos aqueceu e iluminou e deu mais brilho a um espaço já de si luminoso.

Outra parte do feitiço da cidade está na história. Milhares de anos de cultura e de recordações. Monumentos magníficos e cheios de vida.

Sentir que aquelas paredes albergaram dores e alegrias, vitórias e derrotas, Romanos, Otomanos, Cristãos, Muculmanos. Que sobre aquelas pedras caminharam infinitas pessoas que percorreram infinitas distâncias, que trocaram sedas e ouro e linguagens e costumes e sonhos…

As pessoas vão e vêm, mas as pedras lá estão, firmes, para nos mostrar que somos pequenos no tempo e no espaço. E as histórias lá estão para nos lembrar que somos o que fazemos e o que deixamos ao Mundo como contributo pelo seu acolhimento.

Mais Irlanda

Tuesday, 11 de November de 2008 | Xana

Sim, de facto andar de carro ao contrário foi uma aventura! Especialmente os cruzamentos e as rotundas são um verdadeira desafio. Mas ao final de 2 dias já dizíamos:” Ah e tal! Afinal não é assim tão difícil!”

Realmente não há nada a que a gente não se habitue!

Ter um carro na Irlanda é quase tão importante como ter ar para respirar! Dentro da cidade há transportes, mas para fora… nem por isso… comboios… poucos… Para passear: a pé ou de bicicleta!

Mas bem, lá fomos conhecer 3 mini cidades costeiras das redondezas.

UAU! Pricipalmente Cobh e Kinsale são terras muito lindas. Casinhas coloridas, tudo bem arranjadinho. Só faltou o cheiro a mar! (O mar lá não cheira…)

Mas os meus sítios favoritos foram o parque de Blarney e Old End Kinsale.

O parque de Blarney fica nas redondezas do castelo. É enorme e um misto de bem tratadinho com selvagem. É um daqueles cenários onde não nos assustaríamos de saltasse um gnomo de dento de uma daquelas árvores antiquíssimas ou não estranharíamos se umas fadas marotas nos viessem cumprimentar. É sem dúvida um sítio mágico…

Old End Kinsale, pelo seu lado, é o sítio onde acaba a terra e começa toda aquela vastidão de mar.

Um mar estranho, sem ondas, que parece que está a preparar alguma!

É um cenário magnífico e emocionante. Altas escarpas de rochas negras. Um braço de terra super verde e um mar cinzento com um tímido reflexo de Sol.

Infelizmente (ou não) não há foto que consiga captar a verdadeira essência da coisa. Têm mesmo que vir cá!

Mas bem, fora as paisagens magníficas e andarmos às turras com o GPS, o momento alto do fim-de-semana foi ter conhecido a família Ferreira! :) Fomos comer uma arrozada de marisco a casa deles e ficamos no paleio até às quinhentas!

Foi super engraçado conhecer ao vivo e a cores alguém com quem nos comunicavamos apenas pela net. Foi delicioso saborear um arroz de receita especial, mas essencialmente foi muito especial perceber que a idade não estraga a nossa capacidade de amar à primeira vista!

Pessoas espectaculares! E não é por serem prtugueses! É mesmo aqulela sensação que já fomos amigos noutras vidas. Um reconhecimento! Muito bom!

E bem, agora estou mortinha para conhecer o resto da Irlanda. Dizem as más línguas que o melhor ainda está para vir!

Cork

Tuesday, 30 de September de 2008 | Xana

2008-ucc[1].jpgOk, faço aqui um pequeno interregno na minha família de Slough para escrever sobre Cork!

Estive lá este fim-de-semana e venho maravilhada! Por isso tem prioridade!

É engraçado como os nossos olhos olham para as coisas de forma diferente consoante o que pensamos, consoante as nossas emoções.

Eu olho para Londres como um local de passagem, vibrante e deslumbrante, sedutor como um paraíso de férias, mas sem alma… ou pelo menos sem a minha alma…

Não sei explicar, mas Cork é onde está o meu coração, e só por isso é o local mais bonito do Mundo…cork-city-centre.jpg

Claro que também é mesmo um sítio lindíssimo! É emocionante ver tanto verde… faz bem à alma!

O centro da cidade é muito bonito, velhote e pitoresco, mas bem tratado. Há músicos por todo o lado, há música em cada esquina… aquece o corpo e o coração…

Há jardins e parques por toda a parte. De repende enveredamos por um beco e damos de caras com um relvado gigantesco!

Escusado será dizer que se eu tivesse tempo tinha passado o tempo todo espolinhada na relva a dormir, a ler ou só a olhar para o céu!figure_1_aerial_view_of_cor.jpg

Cork recebeu-me com um Sol magnífico. Verdade seja dita que tenho sido muito bem recebida pelo Sol! Ou então o Verão veio mesmo mais tarde para estas bandas!

E a luz do sol reflete de forma magnífica as cores muito variadas e berrantes das pequenas casinhas. Todas bem pintadinhas, como se não chuvesse picaretas naquela terra!

Há muita diversidade de raças e culturas. Todas misturadas, sem stresses e sem conflitos.

Come-se mal… os irlandeses não sabem comer… por isso precisam mesmo de meia dúzia de portugueses bem gulosos para aprender umas coisas! Mas a brincar, a brincar, já se vê muita obesidade como em Inglaterra, de tanta variadade de porcarias que lá se encontram!

O ZP está numa casinha fixe. Com uns companheiros, digamos, peculiares! São malta porreira, ajudam-no imenso e são uma boa companhia! É o que interessa!

Agora estou mortinha para voltar lá e conseguir ir até ao mar…

Um dia ainda vamos ter uma quintinha sossegada perto do mar! Com montes de cães a saltitar por todo o lado!

Windsor

Thursday, 18 de September de 2008 | Xana

Mais um dia de Sol quente e brilhante e lá fui eu a correr para Windsor! Aqui todas as abertas têm que se aproveitar, nunca se sabe quando é que vai ser o próximo dia de Sol.

É engraçado que me pareceu bastante fácil habituar ao clima deste país. É óbvio que quando está Sol é uma alegria! Mas quando está a chover já não há aquele sentimento de depressão e de moleza, é só mais um dia normal!

Mas bem, lá fui eu conhecer o castelo de Verão da Rainha e o colégio dos Principes em Eton.

É uma delícia passear por lá! Parece cidade de conto de fadas… tudo pequenino, florido, muito antigo mas muito bem preservado. É lindissimo!

Resolvi dar uma de japonês e tirar um montão de fotos. Até fotografei os cisnes da rainha! Mas estava um tempo tão bom que não me atrevi a ir visitar o castelo. Quel é que tem coragem de se enfiar entre 4 paredes com um Sol destes? Por muito bonitas que sejam as tais paredes… Isso e o facto do bilhete de entrada ser para cima de um dinheirão!

E pronto… depois deu-me a fome… e como a comida também é a preços de realeza, resolvi ir para a Slough da plebe!

E ainda bem, porque acabei a jantar numa casa de paquistaneses, comida de rei (apesar de super picante) e a rir às gargalhadas sentada no meio do chão com um monte de putos a corrilar pela casa toda!

Londres

Wednesday, 17 de September de 2008 | Xana

… Não há palavras para descrever Londres… Estão a ver espectacularmente fantástica?

Juntem a isso grandiosa e pitoresca, divertida e soturna, brilhante e sombria, moderna e antiga, cosmopolita e tradicional, rica e pobre, verde, cinza, castanha, vermelha, azul…

Londres foi suficientemente simpática para me acolher com um Sol lindíssimo e brilhante e com um calorzinho de Primavera. Foi um gesto muito querido da sua parte!

Andei durante horas simplesmente passeando pelas ruas, absorvendo as cores e os aromas. Saltitando de loja em loja de boca aberta e olhos esbugalhados… as lojas são um espanto de tanta cor e tantas coisas tão diferentes… Se tivesse dinheiro comprava Londres inteira, ainda bem que não tenho! Consegui o impossível que foi controlar-me e não comprar rigorosamente nada! Zip! Niente! Niste!

Vê-se gente de todas as cores e credos! Há tantos estrangeiros e alguns ingleses falam tão mal, que é difícil saber quem é quem. Eu passo despercebida!

Respira-se uma energia fluída, não pesada. Talvez um pouco electrizante, mas sem vislumbres de violência. Talvez seja do Sol, que tem o poder de iluminar e aquecer corações… Depois veremos como é que fica no Inverno…

Já vi o celebre render da guarda, passeei no Soho, Picadilly, Little China Town e Camden Town. Quero muito ir a Convent Garden, mas ainda não deu. Aquilo é grande demais para as minhas pernas pequeninas!