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Obras na Irlanda

Tuesday, 1 de December de 2009 | Xana

Dizem as más línguas que qualquer obra em Portugal acaba por ser um trabalho para Santa Ingrácia.
Não posso deixar de concordar com o que está a vista…

Um alargamento de auto-estrada demora anos…

Normalmente encontramos 1 funcionário a trabalhar e 3 a olhar…

As coisas são tão bem planeadas que esburacam para instalar o gás, tapam os buracos e 1 semana depois estão a esburacar outra vez no mesmo sítio para instalar outros cabos…
O que costumamos chamar obras à portuguesa…

Mas não se iludam… apesar de já desconfiarmos que aqui na Irlanda os trabalhos públicos eram uma desgraça, agora tivemos a confirmação absoluta!

Resolveram colocar postes de electricidade num caminho que ladeia o jardim aqui ao pé de casa.

De notar que não é um jardinzito, mas uma área de 5 campos de futebol com mais uns prolongamentos e que segue o trajecto de um rio.

Até aqui tudo bem! Uma idea notável e aplaudida!

Até ao momento em que eles decidem destruir toda a extensão de caminho (literalmente esburacar até ficar intransitável) de uma só vez…

Perante isto nós pensamos: “Bem… as obras vão ser rápidas, senão eles faziam a coisa faseada…”

Errado! Depois de esburacar o caminho todo, resolveram dedicar-se única e exclusivamente a uma extensão que não tem mais de 100m, um becozito atrás de umas casas, onde ninguém passa… E lá andam já há 1 mês…

Escusado será dizer que o resto do parque esta intransitável sem umas fortes galochas. O rio transbordou e encheu de água os belos buracos que eles fizeram com tanto carinho…

Os senhores das obras continuam alegremente a trabalhar no beco… a fazer o quê não se sabe bem, dado que está tudo exactamente na mesma, e vão passeando aos pares aqui pelo bairro a ver a banda passar…

Isto para não falar do timing perfeito escolhido para começar as obras…

Num país onde não chove nada e onde não há historial de inundações… resolveram deitar mãos ao trabalho a meio do Outono…

Por acaso coincidiu com as vésperas das eleições… mas foi coincidência, com certeza…

Mas vivemos numa lixeira ou o quê?

Saturday, 12 de July de 2008 | Zé Pedro

Hoje deparei-me novamente com algo que me está a fazer espécie. Na cidade onde vivo, que por razões particulares não refiro o nome (começa por um B, acaba num A e tem pelo meio as letras R, A e G) o lixo é colocado na rua para ser apanhado posteriormente pelos fantásticos e mui gentis senhores do lixo. A razão é desconhecida, mas dizem os boateiros que é porque era hábito queimar os caixotes do lixo, porque evita a criação de baratas e de ratos. Para mim é treta! Senão, reparem. Eu vivi em duas cidades diferentes antes desta e o lixo era posto em caixotes do lixo, nunca vi uma barata nem tive a indicação que havia problemas na criação de bichesas. Não quer dizer que isso não aconteça, mas não havia lixo no passeio por onde quer que passássemos. O próprio facto de haver caixotes do lixo fazia com que as pessoas aprendessem que há sitios próprios para o lixo e que não devemos impor a nossa pegada ecológica a ninguém.

Nesta cidade não. O lixo é posto no passeio a atravancar o movimento das pessoas, os sacos são rebentados por gatos e caes vadios, o lixo é espalhado e, consequentemente, a bichesa é convidada a instalar-se. Quem manda nesta cidade não deve ter bem os olhos abertos. É lixo por todo o lado, um espectáculo deprimente de se ver, suficiente para me criar vergonha quando quero mostrar a bonita cidade onde vivo a alguém. Fico triste, sinceramente triste com isto.

Ah! Mas, calma, para mostrar que estamos atentos há reciclões (tipo CAIXOTES DO LIXO por todo o lado, hah)! Mesmo ao lado do amontoado de sacos do lixo.

Ps. Coitados dos senhores do lixo

Bocas da reacção

Friday, 9 de May de 2008 | Xana

IMOPPI passou a InCI, I.P.
DGV desdobrou-se em IMTT + AASR.
JAE desdobra-se em IEP + ICOR + ICERR e depois juntam-se todas em IEP que depois de transforma em EP.

O XPTO passou a OPTX porque mudaram os quadros gerentes e tinham que mostrar que faziam alguma coisa. Mudam as pessoas, muda o nome, acrescentam-se uns tachos, mais uma pitadinha de legislação inócua (não vá causar uma indigestão a alguém), mexe-se bem e temos sopinha para mais 4 aninhos. Com jeitinho, ainda se congela um bocadinho e dá para uma reforma jeitosinha.

É caso para dizer assim à maneira do Norte :” P… que pariu!” Será que isto não vai mudar nunca?

Uma questão de método…

Wednesday, 23 de April de 2008 | Xana

No Sábado assumi oficialmente as funções de administradora do condomínio da prédio onde moro. Neste momento está alguém a pensar “esta gaja não bate bem!”. Pois… isso não é mentira… mas na realidade é coisa que não me assusta…
O que assusta mesmo, é ver empresas que supostamente fazem da gestão de condomínios o seu core business e não o sabem fazer!
Ora bem, gerir um prédio pequeno não é assim tão difícil: contratar uma empregada de limpeza e um jardineiro, pagar as contas, receber as contribuições dos moradores, organizar uma reunião por ano e fazer uma acta! Era mesmo só isto que se pedia!
Pois… parece que afinal isto é muito complicado (deve ser preciso um curso superior!)
Deparo-me com o seguinte panorama: Todas as facturas de água pagaram multa por atraso no pagamento, além disso o nosso prédio pagou a água de mais dois prédios que nos são totalmente alheios; faltam documentos na contabilidade; a própria empresa gestora não passou uma única factura; há duas actas com o mesmo número e faltam outras duas…
Escapa-me qualquer coisa… que parte das palavras “Gestão de Condomínio” é que eles não perceberam? A noção de trabalhar com método deve ser mesmo totalmente alheia a esta gente…
Pior, pior, é que isto é apenas um exemplo ridículo da nossa realidade. Em todo o lado se encontram chicos espertos que resolvem fazer o que não sabem às custas de quem não reclama…
E o Zé Povinho? Como diz “O Outro”: “Cá anda, cantando e rindo”…