Thursday, 8 de May de 2008 | Zé Pedro
Pergunta: Trabalha em vendas pelo telefone. Os 15 clientes com quem contactou recusaram a sua chamada. Pouco a pouco vai desanimando. Como se comporta?
a) Deixa o trabalho por hoje e espera ter mais sorte amanhã.
b) Fica a pensar qual seria a causa de não ter tido êxito.
c) Na chamada seguinte tenta empregar uma nova táctica e, diz a si próprio, que não deve render-se com facilidade.
d) Interroga-se se este será o trabalho adequado para si.
Todos concordamos que o trabalho de telemarketing ou televendas (a partir de agora denominado por telechatice) é imensamente interessante. Ligar às pessoas a pedir que nos entreguem o seu dinheiro, extasiar os mais distraídos com créditos fantásticos, informar dia após dia o mesmo cliente que tenho um determinado produto para lhe mostrar/vender apesar de ele ja me ter dito no dia anterior que não estava interessado… Pa, é lindo. Consegue-se chegar a casa feliz, com a perfeita noção que fizemos o nosso trabalho sem incomodar vivalma. É a suprema realização pessoal.
Coitados…
A primeira coisa que me vêm à cabeça é que não dou para esta ocupação. Mas, espera… Tenho de responder como se já trabalhasse nisto há algum tempo. Ok.
Se estivesse um dia todo a fazer telefonemas e estivesse sempre a levar na pá de todos, eu estava suficientemente desmoralizado para pensar ‘Ai! O que fiz de errado nestes 34 telefonemas…’. Se pensasse nisso ia directamente para casa procurar a cicuta e… Coiso…
Nova táctica? Só após 34 telefonemas é que iria tentar outra táctica? Mas eu sou o quê? masoquista? Ok, sou, mas a partir do quinto telefonema já estava tão desesperado que já pedia ‘por favor’ e dizia ‘desculpe por incomodá-lo’ aos meus ouvintes telefónicos. Que eu saiba, qualquer pessoa está constantemente a mudar a sua estratégia conforme os sucessos e falhanços que vai tendo durante o dia. Não precisa de pensar nisso filosoficamente, de cachimbo na mão e a coçar a pera… Pelo menos eu não preciso.
O que me resta? Bem. Resta-me a resposta com que mais me identifico. Nunca vos aconteceu de ter um ou mais problemas no vosso trabalho e que por mais que tentassem não o(s) conseguem resolver? Pessoalmente, eu prefiro fazer pequenas desistências (muitas vezes de um dia para o outro) porque após esse descanso, fresco e supimpa, a solução para os nossos problemas muita das vezes nos aparece de imediato. Mas isso sou eu que confio mim…
Errado!…
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Thursday, 24 de April de 2008 | Zé Pedro
Pergunta: Desistiu a meio de um exame, onde tinha previsto obter uma boa classificação. Como reage?
a) Estabelece um plano de trabalho para ter uma boa nota no exame seguinte.
b) Propõe, a si próprio, esforçar-se mais no futuro.
c) Afirma que a nota nesta disciplina não é muito importante e concentra-se em outras cadeiras, nas quais tenha obtido melhores classificações.
d) Fala com o professor(a) e pede-lhe para fazer um exame oral.
Segundo os psicólogos, seres imaginários com uma imaginação mais fértil do que as margens do nilo, a resposta certa era aquela que baseava a minha atenção no estabelecimento de um plano. Esse plano não seria mais do que um pré-requisito tangível que, supostamente, antecederia e potenciaria o meu desempenho e motivação para a um determinado objectivo.
O que aconteceria se eu tentasse aplicar esta… ideia? Ora bem, frustrado, um pouco irritado comigo e depois de inúmeras asneiras grosseiras eu sentava-me e tentava estabelecer um plano. Ok – pensaria eu – agora vou estudar todos os dias, das 19h às 22h, à excepção de fins de semanas e dias santos (sim, de repente lembrava-me da minha costela cristã). Depois, extasiado por ter feito um plano brilhate, sentava-me no sofá e pensaria que tinha feito uma excelente escolha e não havia margem para erros. Logo após, já me imaginaria a sair do exame em braços, com uma nota avassaladora e que para sempre a faculdade se lembraria de mim, oferecendo-me mundos e fundos para usar o meu nome para o edificio principal. Depois, teria fome, iria comer, veria que já era tarde e ia para a folia com os meus compinchas
Tretas, meus senhores. Porque é que um exame falhado me faria duvidar do meu processo de auto-aprendizagem? Porque se assume que não somos capazes de organizar as nossas vidas de acordo com os nossos objectivos pessoais? E mesmo que esse fosse o caso, porque não apenas fazer um compromisso comigo próprio que DAS PRÓXIMAS vezes iria ter mais cuidado?
E isto mede o quê mesmo? A inteligência emocional? E de quem? A minha ou a de quem redigiu o teste?
Ps. Como devem ter percebido, eu respondi a b). ERRADO!!!!
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Wednesday, 16 de April de 2008 | Zé Pedro
Pergunta: Foi a um parque com a sua filha e com outras crianças da pré-primária. Logo de seguida, uma das crianças começa a chorar porque os outros não querem brincar com ela. Como reage a esta situação?
a) Mantem-se à margem deste problema. As crianças que resolvam os seus conflitos.
b) Procura-se uma maneira de convencer as outras crianças para que brinquem com a que está a chorar.
c) Diz à criança, com amabilidade, para não chorar.
d) Procura distrair com um brinquedo a criança que não chora.
Ora bem… Resposta…
Em primeiro lugar o que me salta à vista é a enorme quantidade de barulho que, neste momento, estou a suportar graciosamente enquanto finjo que gosto muito das brincadeiras das crianças. Portanto, menos paciência logo ao inicio. De repente, do nada… Um choro, que (como sabemos) começa baixinho e atinge niveis épicos, como se se tratasse de uma broca de dentista a tentar repetidamente furar os nossos timpanos. O que fazer nesta aflição? Espetar-lhe logo com algo doce na boca (um estalo nos dentes é old school). Quando a criança sente o petit sabor doce do caramelito nos dentitos, esquece-se logo que está sozinha e vai para um mundo belo, de bolacha, chocolate e caramelo. O que nos interessa é que nesses segundos precisos parte da nossa sanidade mental que reaparece afasta qualquer instinto homicida que possamos ter. Ah! Alivio… Pelo menos até começar o berreiro outra vez. Aí agarramos em qualquer treta e começamos a fazer palhaçadas para conseguir convencer a criança a parar. As outras crianças vêm-nos a fazer palhaçadas e vêm logo a correr para também poder ver. De repente, oh! Todos riem juntos! Bem, pode ser que a partir de agora também brinquem juntos. Senão… Volta tudo ao inicio. Ffs…
O que quero eu dizer com isto?
Resposta a) Manter-me à margem? Como? Só se levar aquelas tretas de cera que se poem no ouvido e mesmo assim não sei se são imunes a criancite-berreirus…
Resposta b) Convencer? Quem é a alminha (obrigado bruno) que consegue convencer crianças da pré-primária a fazer qualquer coisa? Ah, pois… Psicólogos.
Resposta c) Sim… Não a consigo convencer e ainda tento um tom mais subserviente para que pare de chorar. Não sei, se calhar sou eu… Mas não é provavel que a resposta do diabinho seja, no minimo, uma lingua de fora? Hmm…
Resposta d) Aí está a minha resposta cheiinha de bom senso e com uma pitada de realidade…
Resultado: ERRADO! Os senhores psicologos dizem que temos de tentar convencer as crianças e não ludibriá-las…
Isto só me leva a pensar numa coisa… Eles têm filhos? E… Como serão?
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Tuesday, 15 de April de 2008 | Zé Pedro
Pergunta: Está sentado num avião sacudido por fortes turbulências. Como se comporta?
a) Lê tranquilamente um livro sem dar grande importância às turbulências.
b) Calcula a gravidade da situação, observando a azáfama à sua volta e certifica-se se tem um colete de salva-vidas no seu lugar.
c) Apresenta um comportamento semelhante ao descrito nos dois itens anteriores.
d) Desatento. Nunca se apercebe deste tipo de situação.
O que é que respondiam? Vamos por partes:
O que é mesmo um colete salva-vidas? Segundo a nossa amiga Wikipédia: um salva-vidas é um objecto desenhado para manter o corpo de uma pessoa à superficie e a sua cabeça sobre a linha de água, e é usado principalmente em piscinas, rios, lagos e oceanos.
Estando nós numa situação de perigo a 10.000 metros de altura, a cair a pique juntamente com mais uma belas toneladas de equipamento será que me ponho a pensar que tenho de vestir a porra de um colete salva-vidas para não me afogar? Será que a queda a pique é assim tão lenta que posso esperar calmamente que o avião chegue ao nivel do mar para abrir a porta do avião, tapar o nariz e me atirar gentilmente para a água? Diga-me, a sério, o que me interessa se me vou afogar ou não? Lá está. Só os senhores psicólogos é que devem saber isto. Provavelmente os aviões agora caem a pique e ‘pling’ (minha imitação barata do som de um elevador a chegar ao destino), param calmamente para deixar sair os passageiros e seus coletes antes de se precipitar e destruir na água? E quem me diz que vai cair no mar? Irra…
Mas o que escolho como resposta? Bem, sendo membro da familia dos chicos espertos eu olharia em volta a averiguar o perigo e se não entrasse em pânico fazia qualquer outra coisa. Se fosse caso para panicar, bem, panicava… Sei lá… Alguém sabe o que faria? Excepto os psicólogos, claro. Esses sabem sempre como vão reagir. Duh…
Ps. Escolhi a resposta c). Uiiiiiiii! Acertei… Aqui está a minha ÚNICA resposta correcta (para os psicólogos, claro).
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Saturday, 12 de April de 2008 | Zé Pedro
Ora bem… O que é a inteligência emocional?- Segundo a Wikipedia: “A inteligência emocional define a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o estado emocional próprio ou de outra pessoa de forma organizada”.
E como se sabe se se é emocionalmente inteligente?- Os peritos dizem que se respondermos a certos questionários podemos determinar o grau dessa inteligência. E como os peritos têm a responsabilidade de saber dessas coisas, arregacei as mangas e lá fui eu de caneta em punho preencher um desses testes.
Era tão super elitista e profundo que, claro, me esbarrei à grande. (Parecia a primeira vez que andei de patins no gelo. Confiante, meti o pé no ringue e de imediato caí de cu naquele piso gelado. Dorido e após inúmeras tentativas de me levantar dei mais um passo. Caí de novo. Levantei-me de novo, dei dois passos e lá fui eu outra vez de rastos até bater no próximo obstáculo. Em suma, após trinta minutos disto dei por mim a pensar que inventei um novo desporto: CUatinagem no gelo ou esCUrregagem no gelo!
Mas bem, após 8 questões (sim, escolhi um pequenino) descobri que era um troglodita emocional. Sim, 20 em 160 pontos é uma cotação miserável e que me deixou temporariamente devastado (praí uns 2 minutos,enquanto olhava embasbacado para as contas finais).
Estas 8 questõezinhas têm muito que se lhe diga… Mas, fica para uma próxima!
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