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Dublin

Tuesday, 26 de January de 2010 | Xana

Ah, este e o James Joyce. Foi o unico escritor com estatua que eu reconheci... a ignorancia e tramada...Ora bem… o que dizer sobre Dublin…

A minha primeira e única experiência foi UAU!

A cidade recebeu-nos com uma Sol radiante, uma excelente luz para fotografias e gente bem disposta e aterefada por todo o lado.

Viaja-se bem para todo o lado, ora de metro de superficie, ora de comboio que faz a linha da costa e tem uma vista espectacular! Autocarros há muitos, mas se tiverem que passar no centro é melhor evitar… trânsito caótico! Fim do Mundo em cuecas! E gente louca a conduzir como numa boa capital que se preze! :)

IMG_4511.JPGÉ uma cidade com muitos contrates, principalmente arquitectónicos e principalmente no centro. Todos eles nos chocam, mas não só pela negativa (apesar de que a transformação de um castelo antigo numa massa de cimento pintada de amarelo, laranja e azul bébé ainda me está no goto…)

Arejada, com muitos jardins e parques e esculturas por todo o lado (eles gostam das suas estátuas, principalmente de escritores ilustres desconhecidos…)

Foi divertido descobrir a zona de Temple Bar, onde se concentram os restaurantes, cafés e bares pequenos e pitorescos com música ao vivo o tempo todo. Provavelmente coisa para turista ver… mas não deixa de ser bem giro!

Não houve tempo, mas descobrimos imensos passeios que se podem fazer nas redondezas, tanto a património natural como histórico. Coisas de deixar mesmo água na boca!

Enfim… mais uma cidade “must visit”!

Obrigadinho pela ajudinha…

Friday, 15 de January de 2010 | Zé Pedro

Neve e gelo. Foi tudo o que vi (ou sofri, depende do ponto de vista) durante uma semana e picos neste pais.

O frio transformava qualquer homem macho num gatinho recém-nascido que não sabe onde por as patas, o gelo fazia com que qualquer transeunte num semi-atleta olímpico de patinagem artística e a chuva que se conseguia meter por quaisquer frestas mal tapadas e que davam origem a um contorcer corporal digno de qualquer ataque epiléptico.

E como corolário e apesar de tanta água em diferentes estados sólidos ou líquidos o impensável aconteceu. Fiquei sem um pingo de água durante três dias… Tanta neve e tempestade lá fora e… Nada dentro de casa…

Em suma, que África, que safari… Venham para a Irlanda no pico do inverno e percebam a escala da aleatoriedade do tempo que estes gajos têm de aturar…

Vento. Não. Chuva. Não. Gelo. Não. Frio. Não. Chuva. Não. Sol. Raios, chuva de novo… (voltar ao inicio do parágrafo, por favor)

Não admira que, num tempo de crise e onde todos os impostos sobem, o governo tenha decidido baixar o preço da bebida.

Haja coragem!

O rei vai nú

Monday, 14 de December de 2009 | Zé Pedro

Hoje, enquanto passeava com a minha fiel companheira de desventuras, dei de caras com um senhor que passeava um rebanho de cães minúsculos, evidentemente adquiridos por atacado. Quando eu, orgulhosamente, mostrava a elegância e o tamanho adequado da minha cadela ele vira-se para mim e pergunta-me se eu era francês. “Não, sou português”, retorqui para mal dos meus pecados.

“Português? Fantástico! Eu conheci uns duzentos portugueses em Barcelona e durante o almoço eles punham umas tábuas nuns tijolos, comiam uma comidas fa-bu-lo-sas regadas com vinho de garrafões que eles traziam com eles todos os dias… Muito bom… Os portugueses são muito boa gente! Obrigada!”.

Vale a pena dizer mais alguma coisa?

Obras na Irlanda

Tuesday, 1 de December de 2009 | Xana

Dizem as más línguas que qualquer obra em Portugal acaba por ser um trabalho para Santa Ingrácia.
Não posso deixar de concordar com o que está a vista…

Um alargamento de auto-estrada demora anos…

Normalmente encontramos 1 funcionário a trabalhar e 3 a olhar…

As coisas são tão bem planeadas que esburacam para instalar o gás, tapam os buracos e 1 semana depois estão a esburacar outra vez no mesmo sítio para instalar outros cabos…
O que costumamos chamar obras à portuguesa…

Mas não se iludam… apesar de já desconfiarmos que aqui na Irlanda os trabalhos públicos eram uma desgraça, agora tivemos a confirmação absoluta!

Resolveram colocar postes de electricidade num caminho que ladeia o jardim aqui ao pé de casa.

De notar que não é um jardinzito, mas uma área de 5 campos de futebol com mais uns prolongamentos e que segue o trajecto de um rio.

Até aqui tudo bem! Uma idea notável e aplaudida!

Até ao momento em que eles decidem destruir toda a extensão de caminho (literalmente esburacar até ficar intransitável) de uma só vez…

Perante isto nós pensamos: “Bem… as obras vão ser rápidas, senão eles faziam a coisa faseada…”

Errado! Depois de esburacar o caminho todo, resolveram dedicar-se única e exclusivamente a uma extensão que não tem mais de 100m, um becozito atrás de umas casas, onde ninguém passa… E lá andam já há 1 mês…

Escusado será dizer que o resto do parque esta intransitável sem umas fortes galochas. O rio transbordou e encheu de água os belos buracos que eles fizeram com tanto carinho…

Os senhores das obras continuam alegremente a trabalhar no beco… a fazer o quê não se sabe bem, dado que está tudo exactamente na mesma, e vão passeando aos pares aqui pelo bairro a ver a banda passar…

Isto para não falar do timing perfeito escolhido para começar as obras…

Num país onde não chove nada e onde não há historial de inundações… resolveram deitar mãos ao trabalho a meio do Outono…

Por acaso coincidiu com as vésperas das eleições… mas foi coincidência, com certeza…

2º Capítulo

Tuesday, 21 de April de 2009 | Xana

E bem, lá aportámos em Portsmouth e deslumbramos com a logística e a mecânica envolvida no raio do barco. Os sinhores enginheiros que planearam aquilo tinham alguns norónios! :)

A viagem até Slough não teve nada a reportar, salvo o facto de irmos a conduzir ao contrário, o que se revelou bastante mais fácil do que estava à espera.

Antes de irmos visitar o Asif ainda deu para um saltinho mesmo muito rápido até Windsor para a minha mãe ter um cheirinho de realeza!

Escusado será dizer que apesar de eu o ter avisado que não era preciso comida, o Asif e a Tehmina presentearam-nos com um banquete de comida paquistanesa super picante que a minha mãe adorou. E mostrou-se bastante útil, dado que as nossas provisões estavam a acabar… incrível!

Foi mesmo uma visita de médico, que acabou em abraços e lágrimas em português, inglês e paquistanês, e siga para bingo!

Uma viagem medonha até Pembroke… chovia a cântaros e o vento parecia soprado pelas profundezas do inferno… alguns troços iluminados, outros nem por isso, o que nos fez achar que alguns municípios não devem estar nas boas graças da rainha…

Um café absolutamente medonho pelo caminho e nada mais a reportar. Lá chegámos ao novo ferry!

Digamos que chega a um ponto em que o nosso cérebro já não consegue divagar pelos prazeres do caminho e está mesmo só concentrado no fim. Tipo robot com uma ordem…

Dormimos nos sofás do restaurante do ferry (bastante confortáveis) e a minha mãe quase não pregou olho porque estava uma tempestade que abanava o barco todo… não dei conta de nada…

E pronto, um pequeno almoço irlandês no primeiro quiosque que encontramos e mais 4 horas de viagem pelo verde irlandês até Cork.

De notar que durante todo este trajecto a Miúda portou-se impecavelmente bem. Nem um só ganidinho, nada! Acho que se resignou facilmente a dormir para esquecer…

Vendo agora em retrospectiva, tivemos mesmo uma viagem santa! Tudo correu bem! Fomos mesmo afortunadas, e bem protegidas…