E bem, lá aportámos em Portsmouth e deslumbramos com a logística e a mecânica envolvida no raio do barco. Os sinhores enginheiros que planearam aquilo tinham alguns norónios!
A viagem até Slough não teve nada a reportar, salvo o facto de irmos a conduzir ao contrário, o que se revelou bastante mais fácil do que estava à espera.
Antes de irmos visitar o Asif ainda deu para um saltinho mesmo muito rápido até Windsor para a minha mãe ter um cheirinho de realeza!
Escusado será dizer que apesar de eu o ter avisado que não era preciso comida, o Asif e a Tehmina presentearam-nos com um banquete de comida paquistanesa super picante que a minha mãe adorou. E mostrou-se bastante útil, dado que as nossas provisões estavam a acabar… incrível!
Foi mesmo uma visita de médico, que acabou em abraços e lágrimas em português, inglês e paquistanês, e siga para bingo!
Uma viagem medonha até Pembroke… chovia a cântaros e o vento parecia soprado pelas profundezas do inferno… alguns troços iluminados, outros nem por isso, o que nos fez achar que alguns municípios não devem estar nas boas graças da rainha…
Um café absolutamente medonho pelo caminho e nada mais a reportar. Lá chegámos ao novo ferry!
Digamos que chega a um ponto em que o nosso cérebro já não consegue divagar pelos prazeres do caminho e está mesmo só concentrado no fim. Tipo robot com uma ordem…
Dormimos nos sofás do restaurante do ferry (bastante confortáveis) e a minha mãe quase não pregou olho porque estava uma tempestade que abanava o barco todo… não dei conta de nada…
E pronto, um pequeno almoço irlandês no primeiro quiosque que encontramos e mais 4 horas de viagem pelo verde irlandês até Cork.
De notar que durante todo este trajecto a Miúda portou-se impecavelmente bem. Nem um só ganidinho, nada! Acho que se resignou facilmente a dormir para esquecer…
Vendo agora em retrospectiva, tivemos mesmo uma viagem santa! Tudo correu bem! Fomos mesmo afortunadas, e bem protegidas…